Capítulo XII - "E o tudo é sempre mais que o tanto"

Não se estranha o que já tem um destino, em si guardado,

 tenho-o aqui, em mim marcado, fechado. 

Desde o Foi ao que hoje é, desde o É ao que há de ir, do que Foi ao que há de vir a renascer de novo em seiva, em sangue, enfim…

Do berço à lida, à pedra, a mim, a vida é ávida por mais, por mais que o Mais leve ao morrer.

Eis a história de ser alguém em final de uma jornada, tendo a última palavra que lava tudo o que hoje ainda é e que vai deixar de ser, vai voltar a ser ninguém, vai voltar a renascer da roda à escrita, à guerra, ao fim.

Da pedra ao ferro, ao fogo, a mim, a Gente é ávida por mais... e o mais que é Mais leva ao crescer.

Desde o Foi ao que hoje é, desde o É ao que há de ir, do que foi, do construir ao destruir… só por querer tanto.

Tudo o que hoje ainda é e que vai deixar de ser, vai voltar a renascer, a ser alguém … só por enquanto?

Da pedra ao fogo, ao ferro, ao fim, a vida leva a querer ser mais,

 a vida obriga a querer ter tudo e o tudo é sempre mais que o tanto... é que o demais leva ao morrer!

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